Estados Unidos, uma nação abstrata
Depoimentos e reflexões sobre os Estados Unidos
Hoje, os Estados Unidos celebram seu 250º aniversário. Abaixo, algumas histórias e reflexões sobre esse país.
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Um aniversário em disputa
No último grande aniversário, o Bicentenário de 1976, o país parou. A efeméride foi sentida, curtida, celebrada, estendida. Várias obras foram criadas a respeito. Mobilizou toda a cultura e gerou ondas que foram sentidas décadas depois. (Uma matéria sobre os filmes do Bicentenário.)
Dessa vez, com o país polarizado sob um presidente impopular, a festa está morna. Nenhum dos grandes artistas convidados para o festão do governo quis participar, para não parecer que estavam prestigiando Trump, e a festa acabou sendo cancelada.
De certo modo, foi a mesma coisa que aconteceu aqui. Nosso centenário, em 1922, foi um festão, teve Exposição Nacional, teve Semana de Arte Moderna. Depois, nosso Sesquicentenário, em 1972, foi também um festão, cooptado pela ditadura do Médici para se legitimar. Mas, agora há pouco, em 2022, nosso bicentenário, em um pós-pandemia deprimente com um presidente idem, foi totalmente apagado, esquecido, mal celebrado.
Acabou que a grande celebração do aniversário de 250 anos dos Estados Unidos foi um discurso do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, nascido em Uganda e cidadão naturalizado. Foi das coisas mais lindas, mais poderosas que já ouvi, a melhor articulação possível das promessas do “sonho americano.”
Não por acaso, a Fox News está pirando.
(Para quem não entende inglês, essa matéria do Metrópoles resume os pontos principais.)
Mamdani é a grande promessa da esquerda estadunidense hoje.
Mas, quando surge uma esquerda com alguma chance de chegar ao poder, o centro se alia com a direita para impedir que isso aconteça. Mamdani não tem como ser presidente, mas certamente seu exemplo na prefeitura de Nova York vai dar filhotes.
Vejamos o que vai acontecer.

Três livros para entender os EUA
Provavelmente, a melhor obra-prima literária escrita nos EUA foi Moby Dick, uma das leituras do meu curso Grande Conversa Romance: 6 romances perfeitos em 1 ano. Mas não acho que seja especificamente um livro que explique ou ilustre os Estados Unidos — assim como, digamos, Dom Casmurro não explica nem ilustra o Brasil.
Recomendo, antes de mais nada, a “Canção de mim mesmo”, de Walt Whitman, parte de seu livro Folhas de relva. Já escrevi longamente sobre esse poema aqui.
Vale a pena lembrar que existem várias versões desse poema, e as próprias mudanças marcam a progressão do patriotismo estadunidense oitocentista: a primeira versão, minha preferida, é mais universalista; a última, mais nacionalista e chauvinista. (Falo sobre as diferentes versões de Whitman aqui.)
Depois, recomendo On the road, de Jack Kerouac, que é um livro muito, muito melhor do que sua reputação, mas que as pessoas fazem questão de desler de maneira escandalosa.
Aqui, nesse texto, eu ofereço uma leitura alternativa, que também exponho na aula em vídeo abaixo: (Vale lembrar que todas as minhas pessoas mecenas têm acesso a todas as minhas aulas e cursos. Se gosta do meu conteúdo, por favor, considere tornar-se mecenas)
Por fim, não há melhor obra sobre o “sonho americano” que o romance perfeito O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. Também amo Suave é a noite.
Minha experiência no Katrina
Sempre tive uma relação próxima com os Estados Unidos. Fui educado na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, fiz mestrado e doutorado, e dei aulas de espanhol, português e cultura brasileira na Universidade de Tulane, em Nova Orleans.
Mas eu diria que foi a experiência de ter sido um dos refugiados climáticos do Furacão Katrina, em 2005, que resume minha vivência estadunidense, e tudo que existe de melhor e de pior nesse país excepcional.
Recomendo ler meu depoimento completo sobre o Katrina. Ano passado, no aniversário de 20 anos, fiz um balanço da experiência para o site do SESC São Paulo.
Em 2016, escrevi uma resenha sobre Entre o mundo e eu, uma carta que o autor negro estadunidense Ta-Nehisi Coates escreveu para seu filho. Também é um livro que explica, muito dolorosamente, os Estados Unidos — resumo os pontos principais na minha resenha.
Estados Unidos, uma nação abstrata
Os Estados Unidos, enquanto país, tem uma relação única com seus próprios ideais fundacionais.
Talvez a coisa mais difícil de entender sobre os EUA é que eles são, verdadeiramente, um caso único de nação fundada em torno de um ideal abstrato universalista que as suas habitantes ainda levam muito a sério.
Por um lado, isso dá origem à uma teoria belíssima, que vai desde a Declaração de Independência até o discurso da Amanda Gorman na posse do Biden, passando pelo discurso de Gettysburg e pelas Folhas de Relva.
Por outro, dá origem à uma prática canalha ao extremo, pois ela constantemente se refugia na belíssima teoria para escapar aos horrores que comete.
Não é à toa que, nos últimos 150 anos, o maior inimigo da paz mundial tem sido os Estados Unidos. Não só é o único país a jamais ter usado bombas nucleares, mas também certamente é o país que mais países invadiu, que mais governos derrubou, que mais bases militares estrangeiras fundou, etc. (O segundo lugar está tão distante que não imagino nem quem seria.)
Os EUA são como aquele marido que bate na esposa mas diz, sustenta, acredita, para as outras pessoas e, mais importante, para si mesmo, que, no fundo no fundo, ele tem um coração bom, é uma boa pessoa, que os tapas foram lapsos, que as surras aconteceram “para o bem dela”, etc. Existe sempre uma dita bondade inerente, profunda e escondida, que justificaria a prática criminosa aqui na superfície.
O problema é que não existe marido bom e carinhoso que bate na esposa. Um marido bom e carinhoso que bate na esposa não é um marido bom e carinhoso: é só um marido que bate na esposa.
Outros países, necessariamente, se fundam em bases mais práticas. Não menos sangrentas, claro. Como disse Benjamin, “Não há nenhum documento de civilização que não seja ao mesmo tempo um documento de barbárie.”
De modo geral, em outros países que não os EUA, e aqui podemos usar o Martin Fierro e a Argentina como contraponto, não existe uma teoria abstrata ideal da “argentinidade”. Ser uma pessoa argentina (ou brasileira, ou australiana, ou chinesa) é uma prática, uma construção, um projeto: é um processo de entender o que somos e fizemos até agora e o que queremos ser e fazer no futuro. Crimes são cometidos, como sempre são, e eles podem ser encarados, esquecidos, punidos, etc, mas pelo menos não se tem o alvejante do “ideal abstrato universalista” para lavá-los e justificá-los.
Aqui, alguém poderia argumentar que não faltam nações que cometem crimes em nomes de “ideais abstratos universalistas”, como os jacobinos durante a Revolução Francesa, ou os expurgos da União Soviética, etc, e infinitos exemplos. Justo.
Mas, nesses casos, a nação não foi fundada nesses “ideais abstratos universalistas”. Pelo contrário, a nação já existia enquanto coletividade plenamente formada quando esses ideais surgem, triunfam, se implementam.
Dito de outra maneira, o governo cubano revolucionário, para se legitimar e por sinceramente acreditar nisso, passou os últimos 60 anos falando de “Revolução Cubana” e de “Cuba” como se fossem sinônimos perfeitamente sobrepostos. Mas existem milhões de cubanos conservadores que discordam com toda a força e toda a sinceridade. Para eles, Cuba, a essência da cubanidade, é outra e, pelo contrário, a Revolução (e seus ideais abstratos) foi algo feito contra essa cubanidade, imposto sobre essa cubanidade.
Um cubano conservador considera que Cuba é muito mais do que a Revolução Cubana, que a Revolução Cubana foi um crime impetrado sobre a cubanidade. Assim como um francês ou um russo pode dizer o mesmo sobre as Revoluções Russa e Francesa.
Uma estadunidense jamais dirá isso em relação ao Sonho Americano.
Modificar as frases acima para aplicá-las aos Estados Unidos (por exemplo, dizer que os Estados Unidos são muito mais do que o Sonho Americano, ou que o Sonho Americano foi algo que foi feito contra, sobre a essência do país, etc) resultaria em frases que, aos ouvidos de uma pessoa estadunidense, soariam, no mínimo, non-sense, na pior das hipóteses, ofensivas.
A maior concessão que uma estadunidense fará é admitir que a prática do Sonho Americano foi diferente da sua teoria, que ele talvez precisa ser mais inclusivo no século XXI, etc, mas o Sonho Americano não tem como ser separado da idéia do país, sob risco do país se desfazer junto.
Porque os ideias abstratos universalistas que definem os EUA até hoje, que estão na Declaração de Independência e na “Canção de Mim Mesmo”, não são ideais aplicados posteriormente à uma coletividade já formada mas, pelo contrário, são a própria cola fundacional que, desde o primeiro minuto, formou essa coletividade.
Se existe algum “excepcionalismo americano” é justamente esse: de ser talvez a única nação não apenas fundada a partir de ideais abstratos universalistas, mas que (apesar da prática muitas vezes criminosa) de fato leva esses ideais a sério e os traz sempre na ponta da língua, reafirmados, rearticulados.
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Pensando aqui sobre a Revolução Francesa, não foi à toa que as mesmas pessoas que elaboraram a mais bela, mais humana, mais democrática Constituição de todos os tempos, colocando a felicidade como direito humano fundamental, também foram as mesmas pessoas que, nos meses seguintes, elaboraram também pela primeira vez uma ideia única na humanidade: de que a eliminação física dos adversários era um programa de governo aceitável e possível e adequado e que isso, a médio e longo prazo, levaria à felicidade geral da nação.
Talvez seja isso. Quanto mais alto seu ideal, mais alto é o prêmio. Se o objetivo é apenas a vitória de um país, posso conceber pessoas razoáveis sendo contra isso. Mas se o objetivo é a felicidade geral de todos, quem poderia ser contra isso? Só um malvado irredimível.
E malvados irredimíveis a gente elimina, e, pior, elimina de consciência limpa e tranquila, para o bem geral da coletividade.
Por isso, no meu livro Atenção., e em tudo que escrevo, o meu foco é sempre no que fazemos, não no que falamos.
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A independência das pessoas negras
Hoje, quatro de julho, os Estados Unidos celebram seu “dia da independência”. Mas não é exatamente verdade.
Hoje é o “dia da independência… das pessoas brancas”. As pessoas negras ainda demoraram quase cem anos para se tornarem independentes, apenas em 1863.
Só para comparação, o Reino Unido aboliu a escravidão em todas as suas colônias em 1833, quase três gerações antes. Trinta anos é um longo tempo para quem passava a vida inteira cortando cana e sendo estuprada pelo patrão.
Mais ainda, aquelas pessoas escravizadas “não-patriotas” e “traidoras”, que se insurgiram contra as norte-americanas e lutaram pelas britânicas, conseguiram a liberdade no ato e viveram vidas livres no Canadá.
Para as pessoas negras norte-americanas de 1776, apostar em quem pregava a democracia e os direitos universais do ser humano significou mais um século de cativeiro.
Fez melhor quem apostou no rei absolutista.
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Naturalmente, nós, pessoas brasileiras, não podemos nos gabar de nada. Portugal aboliu a escravidão em 1761 e, nas suas colônias, em 1869 (bem tarde, na verdade).
Já o Brasil libertou suas pessoas brancas em 1822 e as negras, somente em 1888.
Diriam alguns que ainda não.
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Para saber mais sobre a escravidão
Sobre a nossa culpa nessa história, leia meus textos sobre raça e racismo.
Pesquisei escravidão por vinte anos. Abaixo, os três livros que eu mais recomendo para entender a escravidão no Brasil, nos EUA, no mundo. (Comprando pelos meus links, eu ganho uma comissão e te agradeço.)
Escravidão e morte social, do Orlando Patterson, pois não dá para entender a escravidão brasileira sem entender como ela foi uma parte integrante da escravidão como fenômeno global.
O contrato racial, de Charles W. Mills, para entender o “pacto racial” que possibilitou a escravidão ontem e possibilita o racismo hoje.
Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, porque não dá pra começar a falar de raça e escravidão no Brasil sem passar por Freyre, não interessa se você o ama ou o odeia.
(E, se você odeia, recomendo ler esses meus três textos: Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre; Gilberto Freyre, historiador; Democracia racial e homem cordial, dois meta-mitos)
O que significa ser um país livre?
Apesar do mito local de que “os Estados Unidos eram a nação mais livre do mundo”, a partir de um certo nível de liberdade, todas as nações livres eram igualmente livres. A Austrália é mais livre que a França? A Argentina que o Japão?
Há muito tempo atrás, quando eu ensinava Cultura Brasileira em uma universidade norte-americana, parte da aula incluía explicar como funcionava nosso sistema político.
E comentei que, apesar do mito local de que “os Estados Unidos eram a nação mais livre do mundo”, a partir de um certo nível de liberdade, todas as nações livres eram igualmente livres.
A Austrália é mais livre que a França? A Argentina que o Japão?
Afinal, não existe “liberdade” absoluta: politicamente falando, país livre é aquele onde a liberdade das pessoas cidadãs é limitada por leis que emanam delas e de seus representantes legitimamente eleitos.
Naturalmente, por causa da variação nas leis, vão haver coisas, por exemplo, que as cidadãs do Brasil podem fazer que as dos Estados Unidos não podem, e vice-versa, mas, no geral, como dizer que um desses país é mais livre que outro?
A turma ficou visivelmente desconfortável pelo estrangeiro cutucando sua vaca sagrada e uma menina bufou:
“Então, me diz uma, uma coisa, que você como brasileiro pode fazer que eu, como americana, não posso.”
“Visitar Cuba.”
Ficou um silêncio chato.
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Acompanhamos a eleição de 2010, assistimos o horário político pelo YouTube, eram tempos mais simples.
O mito do imperialismo tardio
Existe um mito, muito querido pelos estadunidenses, que os EUA eram um país pacífico e isolacionista, que, no século XX, foi arrastado quase que à força para o cenário mundial, para resolver problemas que os europeus não conseguiram resolver sozinhos.
Não é verdade.
A primeira aventura imperialista além-mar dos EUA acontece em 1898, quando eles tomam Cuba, Porto Rico, Filipinas, da Espanha por causa de uma provocação inventada.
Antes disso, eles já tinham, com base também em outra provocação inventada, tomado mais da metade do território do México — em uma guerra que Whitman celebrou mas Thoreau teve o bom-senso de lamentar.
(Por se recusar a pagar impostos para bancar essa guerra criminosa, Thoreau foi preso. Com base em sua experiência na prisão, escreveu A desobediência civil, que eu recomendo demais.)
Meu TCC de graduação foi justamente comparando a retórica imperialista estadunidense de 1898, durante a conquista de Cuba, com a retórica imperialista dos Pais Fundadores, em 1776, para demonstrar que era essencialmente a mesma retórica: o projeto sempre foi imperialista e expansionista.
A diferença é que, em 1776, eles não tinham os meios para fazer o que fizeram em 1898.
Abaixo, um trecho da introdução desse TCC:
* * *
Os Pais Fundadores Teriam Ficado Orgulhosos: A ‘Independência’ Cubana Vista Através da Independência Norte-Americana
“Como pôde aquele povo que, em 1776, promoveu tão democrática e igualitária revolução ter sido o mesmo que, pouco mais de um século depois, comportou-se de maneira tão colonialista e imperialista ao fomentar e se aproveitar da “independência” de Cuba?
Se eu achasse que a mudança de comportamento ianque foi consequência de um ou mais acontecimentos decorridos durante este intervalo de tempo, a comparação perderia o sentido. Mas, pelo contrário, comparo a independência norte-americana à cubana pelo motivo simples de tentar provar que todos os elementos filosóficos, culturais e políticos que justificaram e instigaram a intervenção no Caribe em 1898 já existiam em 1776, apesar das aparências em contrário. Os eventos cruciais da história norte-americana entre 1776 e 1898 – a verbalização da Doutrina Monroe, a cunhagem do termo Destino Manifesto, a “Era of Mixed Feelings”, a conquista de metade do território mexicano e a própria Guerra Civil e Reconstrução – não serviram para alterar substancialmente o pensamento estratégico nacional em relação ao Caribe e a Cuba, ambos cobiçados desde muito.
Tentarei dar consistência ao meu argumento de que tudo o que os norte-americanos fizeram em 1898, os Pais Fundadores também teriam feito, de forma apavorantemente similar, se apenas tivessem tido os meios e a motivação. Em suma: demonstrar que o imperialismo ianque de 1898 não foi uma desvirtuação dos ideais de 1776, mas uma consequência natural deles.
E quando me refiro à Doutrina Monroe e ao Destino Manifesto, não uso os termos “verbalizar” e “cunhar” por acaso. Pois acredito que muito antes de ser oficializada como política de governo em 1823, o conceito de “América para os [Norte-] Americanos” já existia, exercendo forte influência no processo revolucionário. Assim como a ideia de Destino Manifesto não surgiu nos editoriais de John O’Sullivan para o “Democratic Review”, em 1845, mas apenas foi uma verbalização especialmente feliz e duradoura de outro conceito que definia a nação norte-americana desde seu nascimento.
O ensaio, portanto, consiste de quatro partes. A primeira, mais longa, é um panorama geral da Guerra Hispano-Americana. Esse conflito funcionará como meu estudo de caso e será a análise do comportamento e da retórica norte-americana durante ele que provará minha hipótese. Também serão introduzidos, nessa parte, alguns dos conceitos-chave utilizados na análise posterior, como Destino Manifesto, Isolacionismo e Navalismo. Por fim, dado que a maioria das teorias explicativas dessa guerra centra-se ou no lado norte-americano (quando feitas por eles) ou no lado cubano (quando feitas por latino-americanos em geral), procurei fazer um esforço para resgatar as motivações e contradições dos esquecidos espanhóis.
A segunda parte é um breve resumo da independência norte-americana, tendo-se sempre em mente o subtítulo dessa monografia: “a ‘independência’ cubana vista através da independência norte-americana”. Ou seja, a descrição da última será breve pois procuro nela apenas por parâmetros e tendências através dos quais observar a primeira.
A terceira parte é um breve resumo da ‘independência’ cubana. Ao contrário do que pode parecer, não se trata de mera repetição da primeira parte. Enquanto a primeira busca fornecer um panorama geral de todo o conflito, a terceira é um olhar mais dirigido para o processo de independência em si, um olhar que se beneficia dos subsídios estabelecidos na primeira parte.
Finalmente, na quarta e última parte, a narrativa da metamorfose da Emenda Teller em Emenda Platt será o fio condutor da análise que buscará provar a hipótese proposta.”
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